sábado, 19 de novembro de 2011

Porque hoje é sábado

Uma luz azul me guia até o caminho depois das pedras. Danço nas ruelas do Jardim das Margaridas como Mick Jaeger in the simpathy for the devil e ninguém repara. Não há ninguém nas ruas, só há pessoas. As manhãs já não servem pra nada como antigamente. As manhãs agora tem sentido, não se perde mais tempo em imaginar. Já não há antigamente. Estamos na vanguarda do futuro, com os mesmos hábitos. Deviam vender livros nas prateleiras das padarias. Crianças deviam brincar de samba de roda nas calçadas. As mulheres bonitas deviam andar nuas. De volta à luz azul, descubro que hoje é dia de festa da torcida Bamor, do Bahia, no clube em frente a minha casa. Ligaram o som. É axé... De hoje eu não passo.    

Um comentário:

  1. Atrevo-me em dizer que se trata de um desabafo revestido de poesia, sem deixar de lado o comprometimento com a verdade de nossos dias.
    Um forte abraço.
    Graça Gavioli

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