O apetite dos políticos profissionais pelo poder é insaciável. Eles são capazes de qualquer tipo de manobra para pegar mais uma fatiazinha do bolo. Sempre foi assim. Mas agora piorou um pouco, com a chegada à linha de frente da disputa política eleitoral nacional da ala sindicalista do Partido dos Trabalhadores. Estes são vorazes, famintos, se comportam no processo democrático como cães brigando por um pedaço de carne. Ética, moral, qualquer princípio de valores sociais valem coisa nenhuma. Os petistas acreditam que podem tudo, pois acreditam que seus objetivos são mais elevados do que o dos outros, eles querem um novo Brasil, mais justo, igual, generoso e soberano. Quem não concordar com isso, ou pelo menos desconfiar desses propósitos tão altos em um partido que usa a corrupção como instrumento político, está fora do barco do futuro, é inimigo.
Hoje, no noticiário político dos principais jornais (falo de Folha, Estado e Globo, realmente independentes do governo), há dois exemplos claros: A rede Canção Nova, emissora de TV a cabo do grupo católico Renovação Carismática, tirou do ar os programas apresentados por políticos e o ministro Fernando Haddad, da Educação!, mergulhou de vez na campanha pela prefeitura de São Paulo.
O primeiro caso é alarmante. O deputado Edinho Silva, presidente estadual do PT, estreou programa de entrevista justamente com seu mentor político e porta-voz oficial do ex-presidente Lula, ministro Gilberto Carvalho. Os católicos se revoltaram. A direção da emissora resolveu tirar todos os políticos do ar.
O segundo caso é exemplar. O ministro Haddad está em plena campanha eleitoral na capital paulista. Ele quase nem vai mais a Brasília e deve sair do Ministério antes da anunciada reforma de janeiro. Há quatro meses que Haddad despacha de São Paulo as decisões administrativas daquele que deveria ser o Ministério mais importante do Governo Federal.
Agora imagine se esses dois casos fossem protagonizados por gente da oposição. No mínimo, o voz da época diria que esses ladrões são insaciáveis...
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