Um abacaxi do tamanho de uma anta amanheceu sobre a mesa de trabalho da presidente Dilma. Ainda bem que hoje é feriado, sintomático dia da proclamação da República, a senhora mandatária não irá despachar no Palácio do Planalto. Amanhã, entretanto, o abacaxi continuará lá quando ela chegar para o trabalho. Não dá mais para disfarçar nem empurrar com a barriga até janeiro, na reforma ministerial. O abacaxi tem que ser descascado agora –ou simplesmente jogado no lixo.
O ministro Carlos Lupi não pode mais nem ser ouvido sobre as denúncias no Ministério do Trabalho e Emprego. Ele mente nas respostas. E mente na Justiça, na Polícia, no Congresso e certamente cara a cara com Dilma ou com quem quer que seja. Mentiu quando disse que não tinha viajado no avião de um empresário-estelionatário, mentiu de novo quando afirmou que não conhecia o empresário-estelionatário e mentiu ontem outra vez quando disse que a situação dos repasses para os sindicatos fantasmas do Amapá era legal.
Se o ministro não cair no mais tardar amanhã, a presidente Dilma terá dificuldade para manter a máscara da gerente durona, implacável, justa e bem intencionada com que tenta disfarçar a sina de tampão do terceiro mandato.
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