Grande futebol brasileiro. São 20 bons times brigando passe a passe, drible a drible, gol a gol pelo título de campeão e para se manter na Séria A, a elite do maior futebol do mundo. Ontem, no jogo Santos e Vasco, o narrador Luis Roberto, da Globo, acertou de bate-pronto quando se soube do segundo gol do América Mineiro contra o Corinthians: “que campeonato é esse em que o líder perde para o lanterna?” Isso só ocorre no Brasil –ou na Itália quando a Máfia controla as apostas. Na Espanha, há os dois maiores times da atualidade no mundo e mais nada. É um contra o outro. No Brasil. qualquer time, na ponta ou na rabeira do campeonato, tem que matar 11 leõezinhos a cada jogo. Vamos ver o que lembro do fim de semana.
- O Vitória está com um pé de volta a Série A. O Leão, preguiçoso como bom baiano, demorou a mostrar as garras, mas mostrou.
- A torcida do Bahia é um exemplo para o futebol mundial. Jogue contra quem jogar o Bahia, em final de campeonato ou em amistoso de quarta-feira à noite, a torcida enche o estádio e faz uma legítima festa baiana independente do resultado.
- O Grêmio voltou para a segunda página da tabela de classificação. Agora, o Imortal está devendo duas boas notícias à sua torcida: a contratação de Kléber e a demissão de Celso Roth.
- Está se confirmando a previsão deste sabiá invocado: Vasco e Botafogo não têm pegada para ganhar o Brasileirão. E o Corinthians vai pelo mesmo caminho. Sobra para os cariocas, que têm mais craques em campo, como Ronaldinho, Thiago Neves, Deco, Fred, etc.
- O Internacional também provou que falta alguma coisa para estar entre os cinco maiores do País. Os colorados deixaram o estádio com seu verdadeiro nome, um Beira Rio de lágrimas.
- O Santos, com Neymar, Ganso e Borges, é, sem dúvida, um dos melhores times do planeta. Neymar é um virtuose, Ganso joga com malemolência e Borges é pura eficiência. Dá gopsto ver os caras jogarem, como no tempo de Coutinho, Pelé e Pepe.
-Aqui pra nós, todos nós sabemos que Messi é um espetáculo para se ver com muita atenção, mas Neymar tem algo de raro, a fantasia. Algo que começou com Garrincha, foi sacramentado com Pelé, Tostão, Rivelino, Maradona, Zico, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, e agora resplandece nos pés e na ginga de um guri com cabelo de bicho de desenho animado. Viva o futebol, viva a fantasia, viva Neymar, melhor do mundo.
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