A chuva que não pára de cair em Salvador está enchendo o saco de qualquer cidadão, sem nenhuma dúvida, mas também está levando as pessoas a pensar um pouquinho. Menos mal. Afinal, para que valem os governos? Na capital baiana, não precisa ser adivinho, basta cair uma chuvinha e todos nós viramos patos. Todos nós sabemos que as ruas vão virar rios e as praças lagoas. O trânsito não anda, as pessoas ficam estressadas, a roda não gira. São milhões de pessoas que ficam prejudicadas. Por que não há um trabalho de prevenção dos alagamentos? Simples. Porque a Prefeitura não funciona. E isso já está muito bem refletido no índice de popularidade do prefeito. O senhor João Henrique é o penúltimo da lista dos melhores prefeitos de capitais, ou melhor, o segundo pior prefeito do País.
A situação do Estado, a Bahia, é mais ou menos a mesma. A propaganda desfila cenas frenéticas de desenvolvimento, de obras grandiosas, de benefícios extraordinários, um verdadeiro painel de maravilhas oferecido graciosamente pelo governo. Balela. Ou melhor, mentira. Publicidade enganosa. Os números do IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, e do IDM, Índice de Desenvolvimento Municipal, mostram que a Bahia continua sendo um dos lugares mais atrasados do País. É triste, mas é verdade. A Bahia ocupa hoje a 21ª posição no ranking dos Estados brasileiros. Vigésima primeira em 27. Obras mínimas de infra-estrutura podem animar filmetes de tevê, mas estão longe, muito longe, de resolver as graves questões populares, como saúde, educação, saneamento, transporte, segurança. O governador parece que vive em uma dimensão muito particular, onde o Brasil, especialmente o palácio de Ondina, é um paraíso de bondades e ele mesmo um santo abençoado pelo deus Lula. A realidade não é o forte do senhor Jacques Wagner. Mas pode ser a única coisa que leve o povo a pensar um pouco mais profundamente sobre o que os eleitos fazem realmente, além de mentir e enriquecer.
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