quarta-feira, 14 de março de 2012

Bye, bye


Laerte, na Ilustrada. Saudações da gaiola...
Aproveito para anunciar uma breve parada deste blog. Questões particulares. Volto quando possível, espero que seja breve. E avisarei por e-mail meus 12 leitores. Enquanto isso, desconfie de tudo que a Presidente da República disser, não acredite no clima de mundo perfeito dos telejornais, leia apenas autores de língua portuguesa ou espanhola, não ouça música baiana em hipótese alguma e torça pelo Grêmio.
Abração, obrigado, e até mais...

sábado, 10 de março de 2012

O carnaval continua

Notícias palacianas nesta manhã fervente de sábado:
O ministro do Desenvolvimento Agrário foi demitido pela Presidência da República. É o 12º ministro a cair em pouco mais de um ano do governo Dilma. Ele era indicado pelo governador Jaques Wagner. E foi demitido por incompetência.
O PDT está dando discretos passinhos para trás em sua relação “institucional” com o Governo Federal, ou mais exatamente o PT. O partido fundado por Brizola está se articulando em vários Estados, principalmente em São Paulo, para ampliar sua participação partidária nos próximos governos municipais. Paulinho da Força está com votos e bagagens prontos para embarcar na candidatura de José Serra. Seria uma bala de prata contra o PT.   
José Dirceu voltou à cena política nacional. Reapareceu ontem na cerimônia de posse de José Sérgio Gabrieli, ex-Petrobrás, na secretaria de Planejamento do governo Wagner. Justo na Bahia. E a Bahia já tem o axé music, não precisava de outro enganador para enfeitar a vitrine.

sexta-feira, 9 de março de 2012

De olho na bola

Transcrito do jornal Estado de S. Paulo, coluna do escritor Ignácio de Loyola Brandão, lido e premiado aqui, lá e acolá. Nada entende de futebol, mas sabe de outros mistérios da vida.

Não levo meus netos para ver esse futebol
Sei que o mundo mudou e, se querem minha opinião, ficou chato. Sei que o futebol mudou e se posso opinar, ficou muito chato. Não sou cronista esportivo, nunca fui. Também não sou daqueles que olham um jogo e ficam sabendo que os zagueiros deveriam avançar, que a tática usada foi 4.3.3 ou 5. 2.4 ou 1.9. 1. Vou ao campo ver a bola correr, ver dribles, defesas, gols, lançamentos, passes, grande jogadas, beleza. Quando leio ou ouço os comentaristas descreverem as partidas, fico com a sensação de que vi outro jogo e me sinto humilhado pela minha falta de conhecimentos. Será que por causa de minha ignorância estou achando tudo entediante, monótono, aborrecido, rotineiro? Ou o futebol definhou?
(...)
Vale algum sacrifício ir ver o Adriano, o Valdivia, o Luis Fabiano, o Lucas, e outros celebrados em campo? Por Deus! Por mais que procure, e procurei até em livros de filosofia, de física quântica, de lógica e, vejam só, até em teologia, e juro que não entendi por que se contrata a peso de ouro certos "craques". Por que meu time foi buscar esse imperador? Qual é o império dele? Não o de Júlio César, nem o de Alexandre, nem o de Gêngis Khan. Pagam a esse moço a quantia de R$ 400 mil para quê? Quantos jogos ele jogou? Com esses 400 mil poderíamos acertar a minha Ferroviária lá em Araraquara, à qual permaneço fiel, ainda que a veja flácida, sem músculos, sofrendo de Alzheimer, sem forças, como a maioria dos times do interior.
E esse Corinthians líder que agora é humilhado por todos que brincam, zoam, gozam com suas goleadas "arrasadoras" de 1 x 0? Acabou o orgulho, o destemor, o querer dar espetáculo. Sabe por que não dão espetáculo? Porque não têm talento. O futebol que já foi Cirque Du Soleil hoje é um barracão coberto por lona podre, furada. Qualquer um que entre em campo e passe o pé sobre a bola três vezes é um craque procurado por empresários, agentes, assessores, treinadores, dirigentes, e um mundo de gente que quer fazer dinheiro.
(...)
Os técnicos são as grandes estrelas. Só que se juntarmos todos em campo, orientando uma partida, não darão a estatura de um Guardiola. Pegue o dedo do Scolari, o joelho do Mano Meneses, a boca do Leão, a arrogância do Luxemburgo, a apatia do Tite, a mudez do Muricy e tentem formar um técnico Frankenstein (este é para quem conhece literatura e cinema, tem certa cultura). Esse técnico não ganhará de ninguém. Está aí a seleção brasileira, inglória, sem provocar orgulho, sem nos fazer bater no peito. Batemos, sim, de raiva.
Sinto, não levei meus netos a um só jogo. Nem vou levar. Não tem por quê. Não quero deformá-los. Adoraria que crescessem dizendo: meu avô me mostrou a beleza do futebol! Não darei esse legado a Pedro, Lucas e Felipe, infelizmente. Ver o futebol que está aí é o mesmo que assistir ao BBB, A Fazenda, Mulheres Ricas, Zorra Total e pensar que se está vendo televisão. Nem esse campeonato é futebol nem esses programas e muitos outros são televisão pelo baixo nível, pela indigência, ausência de talentos, categoria, inteligência. São arremedos. E basta.

Ignácio de Loyola Brandão

Dilma Karlof

Enfim, Brasília se transformou num bazar a céu aberto. Bem, não tão aberto assim, as melhores ofertas ainda se encontram nos corredores, nos gabinetes, nos auditórios, nos plenários, etc., mas já se fazem negócios até nos estacionamentos e parques. Compra-se o que o dinheiro pode comprar e se vende inclusive os jardins da consciência.
A senha para a orgia geral do poder compartilhado foi dada a público na fragorosa derrota do Governo no Senado Federal. A presidente Dilma não conseguiu emplacar uma indicação pessoal. Isso era impensável até dias atrás, tanto pelos ritos litúrgicos das relações entre os poderes da República quanto pelo dito apoio da maioria dos senadores ao Governo Federal. Na realidade dos fatos, a partir de agora, vale dedo nos olhos, puxão de cabelos e até o terrível chute no saco.
A governabilidade do Governo Federal sob dona Dilma está na boléia do caminhão do desenvolvimento. Os companheiros da base aliada já ensaiam o corinho no Congresso Nacional:
- Ou dá ou desce.
Acredito que dona Dilma preferiria descer, mas deverá ser aconselhada a dar. O circo continuará esfuziante, iluminado, de lonas coloridas e retretas musicais e bichinhos amestrados, tudo pronto e animado para a matinê das 10, mas o público já está desconfiando que lá dentro o espetáculo, na verdade, virou um filme de terror.  

Oi, internautas...

A Presidente da República falou ontem à nação por conta do Dia Internacional da Mulher. Podia ter nos poupado de mais um recital de demagogias e oportunismos eleitorais. E principalmente devia respeitar a inteligência do povo brasileiro. Ela não é fiscal do governo, como tentou se identificar, mas sim Presidente da República. Ela é a responsável final por tudo que acontece nas áreas de saúde, educação, transporte e segurança pública. Ela não pode fingir que faz uma convocação às mulheres para que denunciem os problemas nestas áreas como se ela não tivesse nada a ver com isso, como se ela fosse apenas a paladina do bem, apenas a escolhida para salvar os pobres e proteger as famílias desamparadas. Pareceu mais uma doida falando no pátio de um hospício. Não sei, não, mas estou achando que este roteiro presidencial pode nos levar direto para a pior de todas as histórias políticas que já ameaçaram este País.  

Fim de festa

O motor da economia nacional começa a tossir. Parece que tem água no carburador. A indústria voltou aos anos 50, conforme manchete na Folha de hoje, a inflação está colocando a cabeçorra de fora, os gênios estão mexendo nas taxas de juros e o povo descobriu que não tem como pagar os maravilhosos produtos eletrônicos que Lula aconselhou que comprasse. A crise econômica, conforme os governistas gritam todo dia na mídia, é de responsabilidade dos países desenvolvidos, não temos nada a ver com isso. Os especialistas apenas não dizem que seremos nós que vamos pagar o pato.  

Então vá...

Estivemos 48 horas sem telefone nem Internet cá no buraco onde moramos, nas franjas de Salvador. E durante este período, faltou energia várias vezes, às vezes por mais de duas horas. A Bahia, como nunca na história desse Estado, é só carnaval. Como não há outra saída, estou preparando uma carta para enviar ao Papa. E, como sou muito esperto, vou mandar uma cópia para o PMDB.

terça-feira, 6 de março de 2012

Olha o passarinho...



Foto de Ricardo Stukert, do Instituto Lula, publicada hoje no Blog do Noblat sob título Pneumonia Atingiu os Dois Pulmões de Lula


Desde que o presidente Lula foi diagnoticado com câncer, nunca mais o vimos em uma situação natural, como um ser humano normal. Não mais sequer ouvimos sua voz. O cara sumiu da frente dos microfones e câmeras e só aparece em fotos oficiais, do seu inestimável colaborador de sempre, Ricardo Stukert. E está sempre sorrindo. Sempre. Afinal, Lula está rindo de quê? De felicidade, por estar internado num hospital para combater um câncer? Ou será por que os idiotas da objetividade que cuidam de imagens políticas acreditam que a falsidade é mais importante do que a verdade para se comunicar com o grande público? Só pode ser isso. Uma receita de enganação política utilizada por regimes totalitários. Só não é possível entender por que um cara como Lula, assim-assim com o povo, como ele gosta de dizer, e ainda por cima enfrentando uma doença absolutamente real, aceita ser modelo fotográfico de fantasia política.         

Blindagem técnica

Nunca na história desse País um governo foi tão blindado pela mídia de comunicação. Nunca. Nem no tempo da ditadura militar, quando as empresas jornalísticas viviam ajoelhadas diante dos generais e certos artistas faziam números de circo mirabolantes (lembram do filmete do trapézio, de Nélson Pereira dos Santos, para exaltar o governo Médici?). A tal governabilidade que tanto justificou os desabridos golpes de caratê político de Lula nas relações institucionais parece ser o material principal dos escudos erguidos pelos telejornais, por exemplo, para evitar qualquer tipo de saia justa para o Governo Federal. A Globo, com certeza maior representante deste grupo de voluntários da pátria, faz jornalismo pontual nos impasses políticos, sem opinião, meio amórfico, quase distraído. Os governistas, na verdade, queixam-se de barriga cheia. O marco regulatório proposto pelos ex-guerrilheiros de festim do governo petista seria muito menos eficiente do que o atual silêncio da alienação.
Um exemplo. O noticiário de ontem, no Jornal Nacional, sobre a crise entre o governo brasileiro e a Fifa. A reportagem, conduzida por um veterano repórter do qual, graças a Deus, esqueci o nome, não abordou os dois principais pontos do assunto: o Brasil não está realizando as obras fundamentais de infra-estrutura viária e corre o risco de perder a Copa para a Inglaterra. Além de ter sido uma matéria claramente favorável à indignação do governo brasileiro e contra as críticas da Fifa, a reportagem passou ao largo dos pontos principais. A questão é política, complicada, cheia de nuances, mas está sendo fartamente debatida pela crônica esportiva. Há, pois, informações e opiniões suficientes para se compor um quadro compreensível para os queridos ouvintes. Felizmente, para todos nós que curtimos futebol, o caso deve dar em nada e a Globo continuará colocando generosas colheradas de açúcar no chazinho de boldo servido aos telespectadores todas as noites.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Nesta data querida

O jornalista Alberto Dines está fazendo 80 anos hoje. Seu nome está inscrito entre os grandes da Imprensa nacional. Passou por várias redações desde a histórica reforma do Jornal do Brasil e hoje está ancorado no Observatório da Imprensa. É dele esta definição conceitual da segunda mais antiga profissão do mundo:
- Como o jornalista, o artista busca a verdade, tem a coragem  de ser, e de enfrentar o desafio da perfeição contra o tempo. A escrita jornalística, não é novidade, é um gênero literário. Por isso o jornalismo subsiste: porque é arte. Se o registro histórico não for artístico, fica chato, vira um documento burocrático que você arquiva sem ler. Por isso, na pele de jornalista, me sinto também um artista.

Rebatida pontual

O sempre gracioso e bem informado Tutty Vasques, colunista do Estado.com, publicou hoje duas frases interessantes.
- Vladimir Putin chorando é quase tão pouco convincente quanto José Serra rindo.
- E se Bob Dylan pegar a gripe do João Gilberto no Brasil?

Arvoro-me a complementar as duas.

O aríete principal da oposição ao atual Governo Federal não foi bafejado pela virtude da simpatia, na verdade, ele a esqueceu no exílio chileno. Serra não sorri, apenas mostra os dentes. É o antipático mais votado da história da República.

A gripe de João Gilberto é Bob Dylan. Ou todos os  astros-vírus internacionais que vêm passar a sacolinha nas principais capitais do País. Se o País tivesse um Ministério da Cultura, e que não fosse apenas cabide de emprego para correntes políticas ligadas às “artes” nacionais, como batuqe de tambor e levatamento de copo, talvez pudessemos ouvir João Gilllberto sem ser assaltado numa bilheteria de teatro.

Boletim médico

O presidente Lula está novamente internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Desta vez é uma pneumonia leve, segundo os médicos, embora não haja previsão de alta. O resultado do Datafolha sobre as eleições municipais paulistas não tem nada a ver com isso. Ou tem?

A voz da dona

Eu assisti na TV Brasil ao pronunciamento da presidente Dilma Roussef em Fortaleza em cerimônia do projeto Minha Casa, Minha Vida. Fiquei assustado. Não acreditei no que estava vendo e ouvindo. Pensei em escrever um comentário, mas era impossível anotar o que Dilma dizia sem ficar estupefato. O colunista da Veja, Augusto Nunes, gravou e há uma análise disponível no site da revista, assinada por Celso Arnaldo, sob o título O Pior Discurso de Todos os Tempos, ou algo parecido. Leiam. É a presidente do Brasil falando sobre um mundo irreal e incompreensível. Não há texto –a papelada voou no início do discurso– é um improviso devastador da política em nome da demagogia desvairada. Lula, claro, fazia a mesma coisa, mas com bom humor e uma tonelada de carisma popular. Dilma apenas insulta a inteligência dos brasileiros.    

Pra boi dormir

Futebol. Neymar entrou em campo ontem, para o clássico com o Corinthians, com o filho bebê no colo e rodeado por dezenas de crianças e fotógrafos. De penteado novo e com caretas ensaiadas para as câmeras, a revelação-promessa do futebol brasileiro jogou coisa nenhuma. Ganso e Ibson jogaram muito e resolveram a parada. Ou Neymar entende que não é um pop star para consumo da mídia esportiva e dos patrocinadores ou precisamos encontrar urgente alguém que saiba e queira jogar apenas futebol. Como Lionel Messi, por exemplo.

A guerra dos beócios

O bate-boca desaforado entre o diabo e o demônio sobre os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de Futebol em 2014 está seguindo um caminho perigoso. Os dois belzebus têm razão: o cara da Fifa por criticar o ritmo inaceitável das obras dos estádios e também os sabujos governistas que rebatem a falta de educação e expressões de baixo calão contra nosso País. Ontem, foi a vez do perdigoto das relações exteriores, o amiguinho das Farc, secretário Marco Aurélio Martins (ou seria Garcia? Ou Gonçalves?) chamar o secretário da Fifa de vagabundo e boquirroto. O certo, até agora, é que o Brasil não aceita mais negociar com este representante da entidade máxima do futebol, e tal entidade já anunciou que não mudará o interlocutor. O próximo dia 12, quando o tal carinha mal-educado da Fifa volta ao Brasil para inspeções de rotina, é a data decisiva para a definição do impasse. O que vai acontecer?
Os analistas esportivos no Brasil e no mundo estão enxergando uma grande manobra internacional para reconduzir Ricardo Teixeira à representação brasileira nas negociações ou transferir a Copa para a Inglaterra.  Isso mesmo. Ou Ricardo Teixeira, recentemente afastado pelo Governo brasileiro da interlocução com os safados velhinhos da Fifa, reassume a ponta das conversações ou o Brasil perde a realização da Copa. Não acredito que vá acontecer nem uma coisa nem outra. É só uma questão de diplomacia esportiva, mas se sabe muito bem das inconstâncias políticas emocionais que açoitam o governo brasileiro e só isso já está deixando os torcedores brasileiros com o c(*) na mão.
Ah, sim, se o tal sargento Garcia quisesse realmente briga com a Fifa, era só suspender o visto diplomático do Zorro e não deixá-lo entrar no País.  

domingo, 4 de março de 2012

Começou o baile...

O Instituto de Pesquisas Datafolha acaba de estabelecer referência técnica para a avalanche de análises que se precipitam na Imprensa sobre a eleição para prefeito da capital paulista. A conversa política agora, além de paixões partidárias, tem base científica. O Datafolha divulgou a primeira pesquisa de intenção de voto para a cidade de São Paulo.
O ex-prefeito José Serra lidera a disputa com 30 por cento, Celso Russomano tem 19, Netinho 10, Paulinho da Força 8, Chalita e Soninha empatam em 7 e Fernando Haddad segura a lanterna com 3 por cento.
Um quadro até ontem impensável diante do extremo esforço das lideranças governistas, como Lula e Dilma, para viabilizar a candidatura do petista desconhecido a Prefeitura paulista. Hoje, na frieza dos números, Serra tem 10 vezes mais votos que Haddad. E a esta certeza absoluta se soma o fato de que os atuais dois presidentes simultâneos da República não influenciam a opinião dos eleitores paulistas.
Ontem à noite, um amigo que atua no jornalismo político desanuviou minhas dúvidas sobre a surpresa dos números da pesquisa, devido a presença explícita de Lula no processo eleitoral paulista, com uma sentença simples e direta: São Paulo não é o Nordeste.     

Os moedeiros

Interessante. A briga entre o Governo Federal brasileiro, representado pelo Ministro dos Esportes, e a FIFA, representada pelo secretário-geral, coloca este semi-clandestino blogueiro contra os dois combatentes. Não acredito em absolutamente nada que saia da boca de qualquer porta-voz do atual governo e não posso admitir como cidadão e jornalista que um enviado de uma entidade internacional altamente suspeita de roubos escabrosos no esporte mais popular do planeta venha nos ditar regras de comportamento e ofender nosso País com palavrório de gente mal educada. No último post a respeito dessas duas figuras questionáveis, digamos assim, errei o nome do ministro e nem citei o do secretário-geral, o que também é falta de educação e até certa irresponsabilidade profissional. Peço desculpas, não a eles, mas aos meus doze leitores contadinhos na ponta dos dedos. No meio desse ringue imaginário continuarei a combater os dois lados desta moeda falsa.

Preconceito e racismo

Porque hoje é domingo, reproduzo um comentário de fundo sobre o absurdo de o Ministério Público tentar intervir nas definições conceituais de certos adjetivos por um dos maiores dicionários da língua portuguesa sob alegação de que seriam politicamente incorretas. O artigo é de Ivan Lessa, um dos colunistas realmente independentes da Imprensa nacional, publicado na Folha online.
  
Começou tudo de novo. Passou uns tempinhos e o pessoal, preocupado com bullying e fashion weeks, voltou à carga trazendo à baila para o baile aquela festança que abundou no Barsil (ou é Brisal? Vivo confundindo o nome do país) as alegrias de fazer cara feia e apontar o dedo para o políticamente incorreto.
Está nas folhas e em despacho oficial. O Ministério Público Federal quer retirar de circulação exemplares do dicionário Houaiss, sob alegação de que a obra contém referências “preconceituosas” e “racistas” contra ciganos.
Estes, por sua vez, sempre segundo o noticiário, nada têm a dizer sobre o assunto.
Algum zíngaro (êi, “seu” Ministério, zíngaro pode?) foi consultado a respeito? Uma delegação compareceu à sede do Ministério Público Federal para dar queixa?
Nem me ocorre indagar se a Academia Brasileira de Letras foi consultada. Os acadêmicos estão mais ocupados brincando com suas espadinhas fantasiados de imortais franceses nos altos edifícios de sua indiferença ao que fazem em nome da língua que já foi portuguesa do Brasil e, agora, com seu aval, estende seus tentáculos para com Portugal e colônia menores, pois a reforma, que eles gostam de chamar de “acordo ortográfico”, dá um dinheirão para a indústria do livro e aqueles – como os “imortais” – que dela vivem.
Desconfio que o dicionário Houaiss pisou nos calos de algum figurão com uma espada maior e mais mortífera do que as outras. No entanto, fui conferir e lá está mesmo, no Houaiss, constando ainda as acepções “zíngaro”, “vida incerta e errante”, “boêmio, “vendedor ambulante”, “mascate”. Tsk, tsk, tsk.
A notícia com que me ocupo hoje não aconteceu (é preciso escrever sobre como se anda usando esse verbo de uns anos para cá) entre os chamados “alfabetizados” do país. Esses estão mais preocupados com BBBs e a eterna questão do “denegrir a imagem do país no estrangeiro”.
Voltando ao Ministério Público Federal: em nota oficial, ele argumenta que, em versões eletrônicas, o Houaiss chega a definir “cigano” como “aquele que faz barganha”, “esperto no negociar” e “apegado ao dinheiro, agiota, sovina”.
O Houaiss diz isso mesmo. Algumas páginas eletrônicas e gutemberguianas adiante, na letra jota, lá está outra infâmia, digo apontando o dedo duro que Deus ou Jeová me deram: na entrada referente a “judeu”, além de dar a definição mais aceita (“indivíduo da tribo de Judá”), acrescenta ainda, cuidando de avisar que é uso pejorativo, que a palavra pode ser empregada também no sentido de povo nômade, cigano (é, cigano) e – horror dos horrores – “pessoa usurária, avarenta”.
“Judiaria”, em seu sentido figurado, também está exposta à visitação pública, Que coisa, hem, sô!
Mas a ação da Procuradoria proposta em Uberlândia (MG) pede a supressão dos termos e o pagamento, pela editora Objetiva e o Instituto Antônio Houaiss, de R$ 200 mil de indenização por “dano moral coletivo”.
Segundo a Procuradoria, a atribuição viola o artigo 20 da Lei 7.716/89, que tipifica o crime de racismo. O Instituto informou que o diretor Mauro Villar, que poderia falar sobre o assunto, está fora do Brasil. Será ele um “cigano”, na melhor acepção do termo, se essa tiver sido poupada?
Enquanto isso, na ABL, há farta distribuição de jetons e é servido um chazinho com biscoitos importados e pão de leite.
Uma rápida conferida em outras páginas do Houaiss me informa que “racismo” é o “conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre as etnias.”
E “veado”, além do mamífero ruminante é também usado para se referir a homossexuais do sexo masculino.
Mais: “preto” diz-se de uma “pessoa que pertence à raça negra”. E que “crioulo” pode ser “cria ou escravo que ...” – segurem-se – “... ou quem é nascido no Brasil” e ainda acrescentam “diz-se de qualquer negro”.
Fascismo? Pois não. Lá está consignado direitinho: “Tendência para o exercício de forte controle autocrático ou ditatorial”.

Ivan Lessa

sábado, 3 de março de 2012

Sem cair

Sem penteado de palhaço, sem dancinhas chamativas, sem encenação de faltas, sem exibicionismo teatral, apenas futebol, futebol, futebol. Isso é Messi. Um carinha normal, sem pretensões de pop star, um jogador que se recusa a cair em campo, que arranca sempre em direção ao gol, que não tem outro propósito a não ser ganhar o jogo. Isso é Messi. E por isso ele é, sem qualquer dúvida, patriotadas ou bairrismo, o maior jogador do mundo.
Recebi este vídeo mandado pelo jornalista Pascoal Gomes, consultor político e apaixonado por futebol, também conhecido como Juiz Pascoal e zagueiro titular da imbatível seleção do Colina, uma das maiores equipes do mundo no futebol de três caseiro.
Divirtam-se com a técnica, habilidade e objetividade do maior de todos.

Na ponta da língua...

Um dirigente da Fifa, responsável pela fiscalização das obras para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, disse com todas letras que o País precisa levar “um chute no traseiro” para superar os atrasos. Ora, como todos nós sabemos que a veneranda entidade internacional de futebol está mergulhada num mar de denúncias e acusações diretas de corrupção de todos os tipos, também podemos recomendar com todas as letras que a Fifa deve levar uma paulada nos cornos ou mesmo um sonoro pontapé na bunda, para ver se toma jeito e respeita o esporte que representa.

Descontrole

Dilma chorou na cerimônia oficial de troca de comando no Ministério da Pesca. A presidente da República não conseguiu fazer um pronunciamento normal, legal, direto e objetivo sobre a saída do deputado Luis Sérgio. Parecia um crocodilo fragilizado emocionalmente. Também, convenhamos, não era para menos. Ela estava demitindo o mesmo cara pela segunda vez em menos de um ano, não podia explicar os motivos reais (oportunismo político descarado) e ainda tinha que puxar o saco do defenestrado para não melindrar a militância petista em São Paulo. Ridículo.

Maldades...

Robalo assume o Ministério da Pesca. Esta é a brincadeirinha do dia. A outra é que os militantes do PT estão sendo chamados de obreros, como seus companheiros de seita abrigados de última hora na sofisticada organização criminosa que domina o País.   

Tá na cara

Com a cara, o jeito e a conversa de quem está no mundo da lua, o Ministro dos Esportes tem se arvorado a emitir opiniões, a ter idéias. Aldo Rabelo é dono de alguns dos projetos de lei mais mirabolantes da história da Câmara Federal, qualquer idéia sua assusta, como a mais recente, o saci para mascote da Copa do Mundo. Parece piada, mas não é. Rabelo queria uma lenda de uma perna só para representar o Brasil no mundo do futebol. Sua estada no Ministério, ou melhor, a ocupação da vaga de seu partido na base aliada do Governo Federal, uma espécie de estupro inevitável da dignidade política nacional, poderia muito bem ser feita em silêncio. O senhor Rabelo não entende nada de futebol nem de qualquer outro esporte. É um comunista de gaveta de escrivaninha. Então, antes de sair por aí declamando demagogias baratas sobre o que desconhece, diga aqui pra nós, senhor ministro, afinal... que time é teu?     

Síndrome do Pinocchio

José Dirceu voltou. Ontem reclamei que o ex-todo poderoso ministro da Casa Civil do governo Lula, cassado pela Câmara Federal por comandar o maior caso de corrupção de políticos na história da República, deveria se manifestar sobre a condenação a 12 anos de prisão de seu companheiro de ações partidárias e braço direito de tramóias políticas, Waldomiro Diniz. Pois Dirceu reapareceu no final da tarde, no blog do Noblat, mas não disse uma palavra sobre a decisão da Justiça. Preferiu escrever verdadeiras patranhas sobre o caso da destruição da base brasileira na Antártica. Por que? Primeiro, porque os cientistas políticos que servem ao PT, leia-se analistas de pesquisas eleitorais, estão alarmados com a possibilidade real do incêndio no gelo chamuscar seriamente a popularidade da presidente Dilma. E segundo, porque Diniz é cachorro morto. Post a post em seu blog, José Dirceu se inscreve como a maior fraude ideológica que surgiu na história política do Brasil em todos os tempos.   

sexta-feira, 2 de março de 2012

Caos na Educação Pública

Publicado hoje, no jornal A Tarde:


Como sempre, as crianças são as principais vítimas da violação de direitos fundamentais não apenas pela  fragilidade física e psicológica,  mas, sobretudo, por não poderem defender, elas mesmas, esses direitos.
Em Salvador, milhares de crianças matriculadas na rede pública municipal estão impedidas de freqüentar a escola, muitas vão e voltam todos os dias sem aprender o mínimo necessário para sua idade e quase todas recebem educação de baixíssima qualidade. A situação não é nova, mas se agrava a cada ano e se reflete nos baixos índices de aproveitamento e desempenho de alunos e  escolas no Estado, que nem o regime de cotas, nem o Pro-Uni, conseguem disfarçar. 
Hoje, das 426 escolas municipais, 138 não têm condição de funcionamento, o que significa dizer que caem aos pedaços e dependem de reformas. Cerca de 200 funcionarão precariamente, com obras em andamento. Para 61 delas, não começou sequer o processo licitatório. Nas outras a reforma começou na quarta-feira de cinzas, embora o início das aulas estivesse marcado para o dia seguinte. Fica claro que, por aqui, só se pensa em educação depois do carnaval.
 Dezesseis mil crianças deverão ficar em casa por alguns longos meses, crianças que talvez ansiassem pelo primeiro caderno, pela nova professora. Tal situação só é admissível em caso de guerra ou catástrofe, mas acontece, em tempos de paz e prosperidade, na terceira maior capital do País. Nem por isso houve passeata, denúncias na mídia, ocupação de prédios públicos. Os Conselhos Municipal e Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente não se pronunciaram. Os professores e seus sindicatos também não. Violar direitos de crianças não tira votos, não dá processo, não vira manchete.  O Secretario de Educação já avisou que não será possível cumprir os 200 dias letivos como o MEC determina, mas não fiscaliza.
Daí vai ficar tudo por isso mesmo, a menos que o Ministério Público cumpra  o seu papel e acabe  com a farra anti-cidadania, em nome de 150 mil crianças.

Eleonora Ramos

Jornalista
Coordenadora do Projeto Proteger
 

O gato e a lebre

O jornalista Carlos Brinckman, nome de ponta da Imprensa nacional realmente independente, levantou em seu blog uma lebre do tamanho de um dinossauro. Uma lebre que pode causar mais estragos na horta de plantas carnívoras da política nacional do que um elefante distraído numa loja de cristais. Brinckman investigou o que estava por trás do cancelamento da compra de caças da Embraer pelo governo norte-americano, foi-se parar na promessa de compra de caças franceses pelo governo brasileiro e bateu de frente com o estranhíssimo acordo de cooperação entre Brasil e França para construção de um super-estaleiro em solo verde e amarelo.
O caso, ou os casos, compõem um excepcional jogo político internacional. O Brasil compraria aviões a preço de naves espaciais e a França cederia tecnologia para construção de navios e submarinos tupiniquins. Tudo bem, é toma lá, dá cá. Mas os Estados Unidos, que estavam investindo alto na compra de jatos da Embraer em troca da possibilidade real do Brasil comprar os jatos Boeing F-18 em vez dos caças franceses, não gostaram do acordo franco-brasileiro, suspenderam as negociações e o negócio chegou às páginas dos principais jornais do mundo.
Mas tudo isso tem pouca ou quase nenhuma importância diante do que Brinckamn descobriu. A França, num gesto inédito em negociações internacionais desse nível, exigiu que a construção do estaleiro brasileiro fosse feita por uma empresa brasileira, mais exatamente a Construtora Odebrecht. Isso mesmo. A França exigiu a Odebrecht em detrimento de qualquer processo licitatório. O que é isso?
Isso é a lebre gigantesca que citei acima. Os negociadores foram os presidentes Sarkosy e Lula. O francês é candidato a reeleição agora em maio e o volume do negócio altamente favorável a França deve render bons votos entre os conservadores. O presidente Lula é hoje o palestrante mais caro da história do Universo, com cachê pago pela Odebrecht.  Repito: o que é isso?
Vou parar de racionar, por enquanto, igual fez Brinckman em seu blog. Voltarei ao tema quando a lebre começar a rugir. Apurem os ouvidos.

O amigo do Zorro

Waldomiro Diniz. Lembram-se dele? É. Ele mesmo. O braço direito de José Dirceu, o segundo homem mais poderoso da República, ministro da Casa Civil do primeiro mandato de Lula, pego com a mão escandalosamente aberta dentro da cumbuca da Caixa Econômica Federal. O senhor Diniz foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção ativa. O crime foi no tempo atabalhoado da chegada do PT ao poder, com apetite de esfomeado, e o processo se arrastou como uma lesma paralítica, mas chegou a uma sentença, embora a pena tenha pouca chance de ser cumprida à risca.
O senhor José Dirceu, que costuma escrever absurdos inomináveis em seu blog todas as semanas ou pelo menos quando há assunto que mereça uma versão edulcorada ou mesmo claramente mentirosa a favor do Governo, anda meio desaparecido. Deve estar de férias. Será que terá coragem de escrever algumas linhas sobre a condenação do seu parceiro e amigo de todas as horas? Não acredito. O assunto vai morrer por aí, na tímida caixa de ressonância da oposição. José Dirceu vai se valer do silêncio da mídia a qual ele tanto quer impor um marco regulatório, ou seja, a censura.

Com biquinho e tudo...

O mágico Waldemar Costa Neto, especializado em fazer desaparecer malas cheias com milhões de reais, já está colhendo as primeiras flores fétidas de seu jardim de factóides: o PR acaba de ser reconduzido ao comando do Ministério dos Transportes. O deputado palhaço Tiririca, portanto, não será mais candidato a prefeito de São Paulo.
Só para que ninguém se confunda, o Ministério dos Transportes abriga o DNIT, uma espécie de válvula de escape de dinheiro público, ou para ser mais claro, é como aquele buraquinho em tampa de caixa d’água, chamado muito apropriadamente de “ladrão”. E a candidatura Tiririca, sem qualquer dúvida, seria uma implosão na base eleitoral petista em são Paulo, o que mandaria para as cucuias o projeto Lula de dominar inteiramente o Estado mais populoso e forte economicamente do País.
Este caso escabroso, somado ao episódio do Ministério da Pesca doado aos evangélicos, faz lembrar o famoso bordão do jornalista Boris Casoy, antes de ser varrido da cena nacional por pressão do presidente Lula:
- Isto é uma vergonha!

O que é isso, companheiros?

O bispo inventado ministro não sabe enfiar uma minhoca num anzol, mas o Governo presume que ele consiga evitar a anunciada catástrofe de votos dos candidatos do PT Brasil afora, principalmente em São Paulo. Até onde vai o poder destes autodenominados bispos de uma igreja forjada na chantagem da religião? E, pelo amor de Deus, nosso senhor, criador do céu e da Terra, como o PT pode abrigar e dar poder a este tipo de gente que explora a ingenuidade e a fé religiosa do povo? 

No altar da sala-de-estar

Más notícias na tevê. Primeiro, o programa de Fátima Bernardes foi adiado, não está na nova grade de programação da Globo e nem se sabe quando estará; a jornalista de maior credibilidade do País faz falta na telinha, o estilo arroz doce de sua substituta já está dando nos nervos. Segundo, Rafinha Bastos, o humorista troglodita, vai voltar à cena com um programa exclusivo na Rede TV! O nome do “entretenimento” será Saturday Night Live. Pode? Terceiro, a operadora de telefonia Claro assumiu a Via Embratel. Não sei por que, mas acho que a mudança não será para melhor. Quarto, o Big Brother não vai acabar. Nunca mais. Quinto, o monumento à futilidade apresentado pela arrogante Barbie luxuriosa e seu partner de pano também vai continuar.    

quinta-feira, 1 de março de 2012

Milagre! Milagre!

O bispo Marcelo Crivela, senador da República, é um santo homem. Isso já sabia o bando de seguidores de sua Igreja evangélica, mas agora sabemos todos nós. Ele caminha com desenvoltura sobre as águas e multiplica peixes com a naturalidade de Papai Noel visitando chaminé por chaminé mundo afora. Esses são seus melhores credenciamentos para assumir o Ministério da Pesca, aquele mesmo ministério que o então candidato Lula da Silva disse que usaria para ensinar o povo a pescar. Pelo menos isso é o que deve pensar o mais desavisado dos brasileiros.
Não, a nomeação não tem nada a ver com a eleição e nem com o suposto enorme potencial eleitoral dos evangélicos, muito menos com o kit gay do Ministério da Educação e as sábias palavras da nova ministra das Mulheres (??!!) sobre o aborto. O dito governo esquerdista progressista pisoteia em seus próprios princípios ideológicos e na consciência de seus militantes. Vale tudo em nome da governabilidade, ou melhor, dos interesses eleitorais do PT e sua famigerada base aliada.  
A peça de comunicação produzida pelo Governo para explicar a mudança no Ministério da Pesca é um exemplo de desfaçatez política e desrespeito com a opinião pública. O ministro que saiu foi coberto de elogios, embora todo mundo minimamente informado saiba que o cara não fez absolutamente nada, mesmo porque não há verbas nem sequer projetos na pasta. O ministro que entrou foi saudado como legítimo representante do PRB, partidinho do ex-presidente José de Alencar, e ponto final. Não foi citado nenhum motivo claro para a troca. Nenhum. O Governo Dilma se dirige a Nação como se falasse com um bando de débeis mentais.
E, não se engane, pode ficar ainda pior. O presidente Lula já avisou que reassume em 15 dias.

Apito final

Futebol. Neymar e Messi. Quem é o melhor? Os dois jogaram esta semana em amistosos na Suíça. Um mal tocou na bola e se jogou ao chão em quase todos os lances, o outro passeou em campo e fez três gols. Um usa um corte de cabelo ridículo, vai a duas ou três festas por noite, grava dezenas de comerciais diários e freqüenta as manchetes e colunas de jornais como um pop star internacional. O outro é um baixinho com cara de bom moço, mal sorri quando faz um gol e nada se sabe sobre sua vida privada. Neymar joga muito, claro, mas corre sério risco de ser devorado pela mídia, como foram Robinho e Diego (lembram dele?). Messi também joga muito, claro, mas não corre riscos além de uma lesão eventual.
Há alguma coisa de podre no reino do País do Futebol. E não é apenas na CBF, não. O mau cheiro da incompetência está nos gabinetes dos cartolas, nas comissões técnicas, na crônica esportiva, nos contratos milionários de publicidade, etc., etc.  E o futebol é nossa única diversão real. Uma pena que o atual governo do País nada tenha a ver com os interesses dos brasileiros. Ou melhor, ainda bem que não tem nada a ver. Já pensou se um ministro qualquer assume a administração do futebol nacional?