segunda-feira, 5 de março de 2012

A guerra dos beócios

O bate-boca desaforado entre o diabo e o demônio sobre os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de Futebol em 2014 está seguindo um caminho perigoso. Os dois belzebus têm razão: o cara da Fifa por criticar o ritmo inaceitável das obras dos estádios e também os sabujos governistas que rebatem a falta de educação e expressões de baixo calão contra nosso País. Ontem, foi a vez do perdigoto das relações exteriores, o amiguinho das Farc, secretário Marco Aurélio Martins (ou seria Garcia? Ou Gonçalves?) chamar o secretário da Fifa de vagabundo e boquirroto. O certo, até agora, é que o Brasil não aceita mais negociar com este representante da entidade máxima do futebol, e tal entidade já anunciou que não mudará o interlocutor. O próximo dia 12, quando o tal carinha mal-educado da Fifa volta ao Brasil para inspeções de rotina, é a data decisiva para a definição do impasse. O que vai acontecer?
Os analistas esportivos no Brasil e no mundo estão enxergando uma grande manobra internacional para reconduzir Ricardo Teixeira à representação brasileira nas negociações ou transferir a Copa para a Inglaterra.  Isso mesmo. Ou Ricardo Teixeira, recentemente afastado pelo Governo brasileiro da interlocução com os safados velhinhos da Fifa, reassume a ponta das conversações ou o Brasil perde a realização da Copa. Não acredito que vá acontecer nem uma coisa nem outra. É só uma questão de diplomacia esportiva, mas se sabe muito bem das inconstâncias políticas emocionais que açoitam o governo brasileiro e só isso já está deixando os torcedores brasileiros com o c(*) na mão.
Ah, sim, se o tal sargento Garcia quisesse realmente briga com a Fifa, era só suspender o visto diplomático do Zorro e não deixá-lo entrar no País.  

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