O caso Adriano acabou bem, pelo menos para ele e para quem gosta de futebol. O único prejudicado afinal foi o dedo indicador da moça da boate. Mas a Polícia e a Imprensa televisiva e online também ficaram com a imagem um pouco tremida na foto. O Brasil inteiro viu pontificar por quatro dias nas manchetes dos portais e telejornais o estranho caso da celebridade, quatro garotas e um tiro de pistola dentro de uma BMW. Um caso que nunca existiu na verdade. A compulsão da Polícia pelos holofotes da mídia e a busca insaciável desta mesma mídia pelo espetáculo gratuito da miséria humana apenas usaram a imagem pública de Adriano para vender seu peixe podre. A ponta de um dedo de uma garota da noite, se tiver o envolvimento de uma celebridade, vale mais, para a investigação policial e a repercussão jornalística, que a morte de um jovem de 14 anos a tiro de fuzil disparado por um soldado do Exército no pacificado Morro do Alemão.
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