Amanhã o povo do Pará vai decidir se divide o Estado em três ou deixa como está. Conheço Belém muito bem, anos atrás peguei um Ita no Sul e fui morar no Pará por três meses, durante uma campanha eleitoral, e tenho opinião clara a respeito da divisão. A proposta da criação do Estado de Tapajós me parece legítima, bem amparada em tradições culturais diversas, mas o caso de Carajás não passa de manobra política para beneficiar lideranças partidárias. Se fosse apenas a questão Pará/Tapajós, a divisão tinha grandes chances de passar, mas assim como está, a proposta não vai a lugar nenhum. Acho, sinceramente, que assim como no caso de Alagoas o Pará devia ser extinto. Simples. Bastava fechar e decretar estado de preservação ambiental permanente, convidando aqueles povos honestos e trabalhadores a ir devastar e flagelar noutro lugar. No caso de Alagoas, pode-se fazer um golfo, como sugeriu o escritor Graciliano Ramos. E no Pará, considerando-se as circunstâncias ecológicas mais acentuadas, pode-se simplesmente passar uma corrente com cadeado e proibir a entrada de seres humanos. O Nordeste e a Amazônia agradeceriam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário