Fim de ano, povo afiando cartãozinho de crédito, ninguém está prestando muita atenção aos fatos políticos. Mas é em momentos iguais a esse, embalados por um velhinho vendedor simpático, que os governistas costumam nos iludir e tentar prolongar a sua lucrativa estada no poder.
Agora, por exemplo, está em curso entre os governos ditos esquerdistas da América Latina uma campanha agressiva e desleal contra a Imprensa. O coronel Hugo Chávez trata os jornalistas a chicote, a senhora Cristina Kirchner manda a Polícia invadir redação e ameaçar repórteres e a marionete Dilma Roussef incentiva a censura à Imprensa enquanto seu partido ou quadrilha organizada, segundo o STF, tenta emplacar um anacrônico e ridículo marco regulatório. Nossa única vantagem, como povo, é que esses governos são incultos e autoritários, não sabem sequer que o jornalismo já acabou. O que existe hoje, na grande maioria das empresas de comunicação, são repórteres-coroinhas a dizer amém para o interesse do patrão. Os jornalistas fora do eixo Folha/Abril/Estado/Globo migraram para o marketing político ou para os blogs, o resultado é que a Imprensa regional se transformou numa horta transgênica de notícias plantadas para favorecimentos pessoais.
Então, só para complicar um pouquinho mais este post de véspera natalina, os senhores por acaso perceberam que este ano que passou não houve produção cultural relevante fora do mundo das celebridades globais? Quer dizer, os farsantes atuaram a mil, claro, mas estou falando de arte de verdade. Não se escreveu um livro sequer nem se pintou um quadro nem se fez uma canção nem se revelou um filme. Este nada é, sim, a grande contribuição desses governos espúrios à sociedade latino-americana. Mas, apesar do baile catalão no mundial de clubes, ainda nos resta nossa grande ilusão de toda a vida, o futebol. Neste Natal, portanto, em nome do povo, dê um carrinho no Papai Noel.
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