Bom treino do Santos contra o Kashiwa Reysol no mundial de clubes. Com 25 minutos, o peixe já tinha mostrado suas principais armas e liquidado o jogo. Obstinados, os japoneses tentaram até o apito final, mas é quase impossível ganhar de um time que tem Ganso, Borges e Neymar. O Maior dos moicanos, então, é realmente um espetáculo. Por isso o jogo exibição em ritmo de treino. Neymar é grande artista, natural que só entre em campo pensando no espetáculo. E, melhor ainda, corresponde. O primeiro gol foi simples como a arte. Ganso enfiou uma bola perfeita, Neymar dominou, avançou, o zagueirão chegou desesperado, levou um come pra esquerda e se estatelou no chão, o menino então bateu de chapa, de canhota, no ângulo do contrapé do goleiro (!!!), chuá, o japonês desabou de costas no chão. Logo em seguida, cumprindo sua missão de centroavante, Borges pegou a bola, ajeitou pra direita, arranjou um espacinho e mandou um foguete em curva, indefensável, o goleirinho ouviu o barulhinho de novo, chuá. Ganso jogou a meia bomba, só no toquinho, como quem não quer nada, mas o suficiente para mostrar ao mundo que é sim um dos melhores jogadores de futebol do planeta. Além do trio especial e de Henrique e Danilo, o resto do time não foi tão bem. Arouca só melhorou no segundo tempo e Durval é uma invenção como lateral-esquerdo, pode complicar o jogo contra o Barcelona. Aliás, essa falha de elenco do Santos pode custar o título mundial. Um time tem que ser completo, do goleiro ao ponta-esquerda, como é do Barcelona, e não depender apenas da genialidade de um ou de outro craque, como faz o Santos.
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