quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O peso do ano

Há três questões em aberto no fim da ciranda de 2011.
Algum especialista poderia nos traduzir o que é de fato a Lei da Palmada, outro deveria nos explicar por que estão caçando a exorcista do poder judiciário e um terceiro precisaria nos dizer claramente que diabos Adriano fazia dentro de um BMW com um segurança, uma pistola .40 e quatro garotas-de-programa-de-índio.
A Lei da Palmada não é da palmada e sim contra os castigos físicos. Não é tutela do Estado sobre a educação familiar, é, isto sim, o primeiro grande movimento da sociedade organizada para começar a combater com um mínimo de eficiência ao mais cruel dos métodos de educação imposto pelo sistema social, o espancamento de crianças. A repercussão está sendo péssima, há componentes políticos no debate, os especialistas precisam atuar urgente para fazer valer a lei -ou pelo menos explicá-la. Antes, quando éramos índios, nenhum de nós levantava a mão contra um filho, mas com a colonização os portugueses nos ensinaram a violência como método educacional. Hoje, temos a obrigação de pelo menos parecer civilizados. Palmada nunca mais.
A ministra Eliana Calmon, baiana danada de boa, levantou a barra da toga do sistema Judiciário e descobriu um mundo de corrupção e roubalheira. Em vez de dar uma medalha de honra ao mérito a esta mulher corajosa, o sistema soltou os cachorros (leia-se ministros do Supremo) e a mídia de aluguel para defender a roubalheira e os privilégios dos ladrões. A ministra corre o risco de acabar desempregada, desautorizada, desmoralizada, enquanto seus pares togados continuarão vendendo sentenças para poderosos encrencados com a lei e libertando outros criminosos endinheirados.
Adriano é um garotão mal-educado, ingênuo, com imensa dificuldade para administrar os benefícios que advém de seu excepcional dom de jogar futebol. Ele é, sem dúvida, um dos dois maiores centroavantes do futebol brasileiro nos últimos 20 anos. E isso não é pouca porcaria, não, embora tenha um custo altíssimo, saber se comportar em sociedade, e um benefício ainda maior, ganhar montanhas de dinheiro. Os grandes craques brasileiros são como heróis nacionais, são exemplos de vida para milhões de crianças e adolescentes e fonte de alegria pura para adultos cansados de guerra. Eles não têm direito de errar. De todos os últimos grandes, desde Pelé, Garrincha e Didi, passando por Gérson, Rivelino, Tostão, Zico, Falcão, até Renato, Bebeto, Romário, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Neymar, de todos esses, Adriano é o que tem o maior corpanzil e o menor cérebro. E, cá pra nós, o que joga menos bola.
Espero que estes santíssimos mistérios sejam logo esclarecidos. E que 2012nos seja um fardo mais leve de suportar.    

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