A melhor notícia do ano, sem dúvida, não houve. Se for necessário alguma para animar o papo de reveillon, basta escolher o salvamento heróico, por um bombeiro, de um cachorrinho qualquer das profundezas do inferno.
A pior notícia do ano, sem dúvida, foram duas. A primeira, no mais alto grau de gravidade no sistema político democrático, luz vermelha total, foi o colapso moral e ético dos três poderes da República. A segunda, de alto grau de importância no imaginário popular, foi o colapso moral e tático do futebol brasileiro.
A primeira grande má notícia do ano pode ser definida como uma hemorragia no câncer da corrupção enraizada no âmago das instituições republicanas nacionais. A ferida sangra por todos os poros, a maioria dos políticos, legisladores, magistrados está contaminada e ameaça o sistema imunológico da Nação. O caso é gravíssimo e necessita de uma solução cirúrgica política revolucionária.
A segunda grande má notícia é, antes de tudo, desagradável, mexe com nossos mais profundos sentimentos individuais de heroísmo, glória e poder. O futebol brasileiro, de repente, ficou no meio do campo sem chuteira, meião, calção e camiseta. Nuzão da silva. Há muitas maneiras de explicar a situação vexatória, mas pelo menos a mais ilustrativa é o fim da figura do centroavante. Não existe mais, acabou. E coube a Adriano, o último dos imperadores, protagonizar neste fim de semana a cena final da espécie em extinção. Ele, herói nacional, um segurança, a pistola do segurança e quatro garotas-de-programa-de-índio espremidas no banco traseiro de uma BMW foram o suficiente para o azedar de vez o bota-fora natalino dos torcedores brasileiros.
E Zé fini!!
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