Não sei, não, mas a pulga atrás da minha orelha está mais inquieta do que nunca. Os preços do mercado dispararam. O queijo, prosaico e indispensável queijo, dobrou de preço. Isso. Dobrou. Não se compra um quilo de açúcar por menos de 3 reais. Os hortigranjeiros tomaram generosas vitaminas de centavos, estão todos, como se diz, pela hora da morte. Ontem, o ministro Guido Mantega (quando chegará a hora dele?) deixou o otimismo de lado para se agarrar nos fiapos de realidade dos números da economia brasileira. O País parou de crescer. Só a agropecuária tem números positivos, o resto, indústria, comércio, serviços, foi tudo pelo ralo, são todos negativos. Mantega, respaldado pela suposta autoridade moral da presidente Dilma, disse que a situação é passageira, no próximo ano voltaremos a crescer. O senhor acredita? Eu não. E não acredito, primeiro, porque o histórico de verdades e mentiras desse governo tem uma defasagem muito grande a favor da lorota e, segundo, porque já lançaram um pacote de redução de IPI para incentivar o consumo e a “contribuição” do Governo foi parar no bolso dos comerciantes, não houve resultado nenhum. E, afinal, como se sabe, quando o Governo começa a editar pacotes econômicos é sinal evidente de crise. A pulga está agitada. E o dono da padaria nem disfarça o sorrisinho maroto no canto da boca. Quer dizer, nem adianta prender mais ministros, já estamos roubados.
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