terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Che Rogério

O fotógrafo baiano Rogério Ferrari lança um novo livro de fotos, Ciganos, dia 16, no foyer do Castro Alves.
Nascido em Ipiaú, Rogério pegou régua, compasso e uma Nikon em Salvador, viveu Bahia, e caiu no mundo. Cruzou a América Latina de moto, foi um quase-guerrilheiro sandinista, esteve no caldeirão do Oriente Médio, seguiu as pegadas dos sem-terra e agora, muitos anos depois, conheceu o povo cigano. Seu trabalho é importante, relevante, de alcance social e político. A arma que usa para apoiar a luta pela sobrevivência de povos segregados é uma simples câmera fotográfica. Neste trabalho, na beleza arisca do preto e branco em 35mm, longe da cor e da digitalização, Rogério desvenda o mundo de sombras dos ciganos.
Conheci o cabra centos anos atrás aqui em casa, aonde ele veio para jogar no nosso então famoso e tradicional futebolzinho de sábado. Pelo que lembro, jogava bem. Mas o que marcou mesmo sua presença foi a esplendorosa Harley Davidson que pilotava como se estivesse numa poltrona de aço. Deixou-nos com a impressão de que aquele era um cara que seguia seus sonhos, e que tinha os veículos certos para as longas viagens, a moto e a câmera, as quais ele já sabia manejar muito bem.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário