A transmissão do Pan de Guadalajara pela TV Record é uma espécie de salada tropical agridoce servida fora de hora. O esforço da emissora, com a jornalista Ana Paula Padrão no comando do espetáculo, é louvável e merece incentivo nesta luta aberta contra o bicho-papão global, mas os narradores, aqui pra nós, sem muito lero-lero, são insuportáveis. Os comentaristas, todos grandes nomes em suas especialidades, salvam ou pelo menos quase salvam transmissões cujo apelo desmedido à emoção deve ruborizar até os pastores evangélicos proprietários da emissora. A Record marca um ponto na luta pela audiência e os narradores perdem dois.
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