O gabinete da Presidência da República, o Ministério dos Esportes e a Confederação Brasileira de Futebol não trataram os preparativos da Copa do Mundo de 2014 com a seriedade administrativa que a dimensão do evento exige. Isso é público e notório, como diz a mídia. A incompetência estava a nível tão escandaloso que chegou a por em risco a realização da Copa no Brasil. O mais interessante, entretanto, foi ver o presidente Lula desfiar argumentação nacionalista, supostamente em favor da soberania nacional, em Londres, logicamente, claro, para inglês ver. No outro dia, em solo pátrio, a presidente Dilma aceitou as considerações da Fifa e deu um discreto chute para baixo do tapete nos “interesses maiores da Nação”.
No episódio que desnuda o modelo de compartilhamento do poder, ficou claro quem fatura o discurso e quem assume o ônus. Quer dizer, Lula comeu o pato e dona Dilma vai pagar o pato.
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