Outra grande rodada do futebol brasileiro. Passei o fim-de-semana tossindo como um cachorro, mas anotei alguma coisa de cabeça do pouco que vi pela tevê. Vamos ver o que sobrou dessa memória esfuracada:
- Ronaldinho Gaúcho é, de longe, o maior jogador brasileiro. Andou em campo (acho que até estava de olheiras), apenas fingiu disputar uma ou outra bola, mas fez algumas assistências perfeitas. Se o Flamengo tivesse um centro-avante competente, seria um passeio por jogo.
- Thiago Neves, o cara de areia mijada, como diz um amigo meu, irrita a torcida com seu ritmo meia-bomba, mas sabe muito do jogo. Fez um golaço e perdeu dois, mas seu grande lance no jogo foi a falta criminosa que sofreu de Dagoberto. Na hora, o juiz inverteu o lance, deu falta de Thiago. Na saída de campo, o cara mostrou a canela ensangüentada. A CBF tem que criar um jeito de punir juiz incompetente. Assim como a Globo tem que se livrar de comentaristas cegos.
- Rogério Ceni pode ser um chato, e é, mas joga muito. Ontem, pegou pelo menos cinco bolas matadoras. E acabou levando dois gols em que não pôde fazer nada, a não ser olhar a gorduchinha entrar. Deve ser o preço da chatice...
- Willians, volante do Flamengo, é hoje o melhor meio-campista do campeonato brasileiro. O cara dificilmente perde uma dividida, rouba bola com a facilidade de um punguista, e ainda cria jogada de contra-ataque. Por que não está na Seleção? Por causa do Ramires, do Lucas Leiva, do Ralf, do Paulinho? Ora, ora.
- A Globo parece interessada em limitar o campeonato brasileiro a Rio e São Paulo. Uma pena que os clubes de Minas e Rio Grande não ajudem a desmentir essa preferência. Os mineiros correm o risco de caírem todos abraçados e os gaúchos, bem, os gaúchos parecem que resolveram disputar o campeonato do mundo da lua.
- Grande jogo Santos e Fluminense, no sábado. Neymar deu seu showzinho particular, muito bonito, mas ineficaz. Sua arrogância em parar o andamento da jogada, para fazer dois ou três dribles a mais, lembra um pouco a irreverência de Garrincha. Mas Garrincha era Garrincha, no tempo em que o futebol era uma grande diversão para os jogadores e para o público. Hoje o futebol é de alta competitividade e a diversão do público é a vitória a qualquer preço. Neymar não precisa imitar ninguém. Basta ser menos exibido.
- O Bahia virou mais uma. O time não é de nada, o treinador é puro folclore, mas a torcida é uma locomotiva. Acho que os times que vêm a Salvador estão preferindo perder a entristecer aquela multidão apaixonada. É o Baêa, meu rei!
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