quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ética digital

A Associação Nacional de Jornais está debatendo ética nos meios de comunicação na era digital. Os debatedores representam as principais empresas de comunicação do País, como Globo, Estadão, Folha, Abril e RBS. A conclusão é óbvia, a ética vale para qualquer plataforma, seja digital ou analógica. O representante da Zero Hora abordou ontem a questão da ética do ponto de vista da liberdade de expressão, dando exemplo dos blogs e perguntando, afinal a quem pertence o blog, ao jornalista ou a empresa? Creio que o rapaz está mais preocupado com problemas trabalhistas e não com o conteúdo editorial, pois isso remete diretamente ao controle da informação, algo que o jornal gaúcho jamais praticou. Outro debatedor, este de O Globo, deteve-se no ponto, ética jornalística é ética jornalista, independe o meio ou sistema de comunicação, e arrematou “no fim das contas a gente tem que sempre voltar para os mesmos valores que sustentam o jornalismo tradicional, que é o respeito pela notícia”.
Os jornais impressos hoje, na verdade do cotidiano da mídia são a grande referência para a chamada imprensa digital. A Internet acabou com a venda física dos jornais, mas impulsionou, talvez sem querer, a importância dos conceitos editoriais primários, tanto na questão da veracidade dos fatos quanto da abrangência da notícia. Sem jornais diários não haveria os portais. E blog, claro, como tudo que sai publicado, não é do jornalista nem da empresa, mas sim do leitor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário