segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Triste Bahia

Segunda-feira, 6 de fevereiro, já faz uma semana que a Polícia Militar está em greve e a Bahia vive um estado de insegurança absoluta. Os tanques Urutu do Exército amanheceram patrulhando as ruas de Salvador e montaram um cerco aos grevistas alojados no prédio da Assembléia Legislativa. Os policiais fazem greve por melhores salários, o governo estadual não admite negociar e está tentando prender os líderes do movimento. Nunca se imaginou que um governo dito de esquerda e amparado pelos movimentos sindicais pudesse ser capaz de adotar uma política antidemocrática e agressiva contra grevistas como está fazendo o governador da Bahia, Jacques Wagner, antigo líder sindicalista e eleito pelo Partido dos Trabalhadores.
A Folha de hoje publica longa entrevista com o governador Jacques Wagner. Leia já, para entender melhor o porquê do clima de guerra na terra da magia e da felicidade. As respostas de Wagner são prova de incompetência política administrativa do governo diante da greve. Também provam que o governador não tem autoridade sobre a corporação militar. E pior, mostram claramente, sem a desfaçatez habitual do discurso governista, a intolerância e autoritarismo dos métodos do PT para lidar com movimento grevista.

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