quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Em nome da ordem

Surgiu um novo comentarista anônimo. Apareceu na contramão da crítica ao episódio com a Rita Lee em Sergipe. O cara tem razão em parte. O que pareceu errado a Rita Lee, e a mim, foi a ação ostensiva e repressora da Polícia. Não precisava. A simples presença da Polícia faria a rapaziada apagar os baseados. Por que dar blitz em platéia de show de rock? A Polícia é necessária, sim, tanto quanto a ordem e o progresso, mas há limites para agir em público e o bom senso ainda é a baliza mais razoável para pequenos confrontos.
Na verdade verdadeira, sem meias palavras, a Polícia é estúpida, agressiva, arrogante. Hoje mesmo, na capa do portal Uol, há uma matéria inacreditável. Uma adolescente infratora, grávida de sete meses, foi presa depois de pequenos furtos num mercado. Levada para um hospital, sofreu uma cesariana e foi algemada pelo pé na cama da maternidade. É. Uma jovem que recém havia dado à luz foi algemada à cama. O crime dela? Roubara duas bonecas e um frasco de shampoo. Isso, sim, é um crime. E o zeloso policial da ordem pública deve estar livre, caçando gente na selva da capital paulista. 

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