Há um novo e muito interessante debate nacional na ordem do dia. Não, não tem nada a ver com a roubalheira instituída no País pela base aliada governista ou as ameaças de greves das polícias durante o carnaval ou o alinhamento da mídia de comunicação aos interesses políticos do Governo Federal. Trata-se da escolha do mascote símbolo da Copa do Brasil. Isso mesmo. Nos próximos dias vamos debater, ou melhor, assistir via jornal e tevê ao debate sobre a escolha do símbolo brasileiro para o campeonato mundial de futebol. Não, não é pouca porcaria, não. Meu ranço é com o método de escolha. Essa é uma questão nacional e o povo teria que ser consultado, sem a menor dúvida. Um plebiscito seria a maneira mais democrática para resolver um impasse de tamanha magnitude. Mas não será assim. Será assado.
A Fifa prefere o tatu-bola, o ministro dos Esportes sugere o saci e há resistências à onça pintada e à arara, esta por causa do filme Rio e aquela devido a Copa da África que tinha um felino como símbolo. Acho que as opções são pobres do ponto de vista da legítima representatividade. O tatu-bola é um animalzinho regional, do semi-árido nordestino. O saci é uma lenda do imaginário popular, a onça pintada está em extinção e seus poucos exemplares são contados nos dedos. A arara, esta sim, é uma simpatia, mas certamente perde em popularidade para seu primo-irmão, o papagaio. Qual animal seria o mascote mais representativo? Acho que são três.
Primeiro, o sabiá. É o pássaro reconhecido pelo povo brasileiro como maior símbolo do País. Mas talvez seja muito sóbrio, majestoso, pouco dado às festas públicas. O segundo é o mico. Esta figurinha talvez seja o mais popular entre as crianças do Brasil, principalmente ao longo do vasto litoral, onde antes, muito antes do progresso, vicejava a Mata Atlântica. Mas o mico, apesar da proximidade do parentesco conosco, humanos, sofre muito preconceito. Resta então, no meu tímido e superficial raciocínio, o maior e mais verdadeiro símbolo brasileiro nestes tempos de modernidade: o vira-lata.
Esta é minha sugestão para mascote da Copa, o vira-lata. Tem em qualquer esquina do País e um até já foi presidente da República.
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