A cada domingo, depois de rápidas clicadas no noticiário dos portais e dos jornais online, me pego pensando que está faltando Imprensa no País, ou pelo menos jornalistas especializados independentes de verbas públicas e de registro funcional em carteira de trabalho. Quer dizer, prescindimos de jornalistas que não escrevam de olho no alto salário ou na verba de publicidade. Os fatos são divulgados, sem dúvida, mas na maioria dos casos carecem de repercussão e de análise. Dois dias atrás, por exemplo, soube-se que o crédito ao consumidor, principalmente da classe C, ou melhor, da novíssima classe C, é garantido e impulsionado pelos bancos estatais. Hoje, ficamos sabendo que o Governo está trocando, a toque de caixa (perfeito!), as principais diretorias do Banco do Brasil. Por que? Para aumentar o controle da distribuição de crédito ou apenas para acomodar supostas lideranças políticas partidárias? O crédito é que está alavancando o consumo e garantindo o desenvolvimento econômico, assim como os arranjos políticos são vistos como garantia de governabilidade. Na dúvida, ficamos na dúvida. Como bem poderia dizer Nélson Rodrigues diante dos novos coleguinhas, a profundidade da Imprensa nacional pode ser atravessada por uma formiguinha com água pelas canelas. E assoviando Tico-Tico no fubá. Ou Ai Se Eu Te Pego, se for formiga moderninha.
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