Neymar é a grande preocupação dos brasileiros apaixonados pelo futebol. Esse rapaz pode ser a bala de prata do Brasil na próxima Copa, como já o foram Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo em épocas passadas, mas parece que estamos correndo sério risco de ver mais um tirinho de festim, como Robinho e Luis Fabiano no último Mundial. As mídias de comunicação e de publicidade estão dilapidando nosso diamante com a voracidade dos consumistas irresponsáveis, interessados apenas em audiência e faturamento. O cara que mais entende de futebol no Brasil e único colunista realmente independente na crônica esportiva nacional, o ex-centroavante Tostão publicou na edição de hoje da Folha um artigo de alerta sobre o grande craque da atualidade. Vejam um trecho, depois tentem ler no site da Folha, se tiverem senha de acesso, pois o maior jornal brasileiro é fechado para não-pagantes, mas esta já é outra história. Leiam o que escreve Tostão:
Repito, o principal compromisso de um artista é com sua arte, em ser sempre melhor, e não com a fama, com o dinheiro nem com os "patriotas". Neymar vive uma lua de mel com o sucesso, sempre simpático e festivo. Preocupa-me essa megaexposição. Neymar está em vários comerciais e em todos os lugares. Só falta aparecer no Big Brother, se já não foi. Neymar parece não saber a diferença entre o público e o privado nem que a sociedade do espetáculo tem pressa em promover, consumir, trocar e descartar seus ídolos. Neymar, abra o olho!------------------
Começaram os estaduais. A maioria dos grandes clubes venceu como era esperado. Alguns tropeços aqui e ali, nada demais, mas um dos maiores clubes nacionais, o Grêmio, conseguiu decepcionar profundamente sua imensa torcida logo no primeiro jogo. Um joguinho, na verdade, contra o fraco Lajeadense. O Imortal estreou um time novinho em folha e levou dois a zero ao natural. O treinador Caio Júnior virou da noite pro dia o primeiro grande candidato a demissão imediata.
A Zero Hora está alimentado um boato que é nitroglicerina pura: Ronaldinho Gaúcho no Internacional de Porto Alegre. É impensável. E inadmissível. Ronaldinho não seria tão mercenário a ponto de não poder dar mais um passo na cidade onde nasceu.
Anotem aí este nome: Lucas. São dois. O que está no São Paulo e o que está no Chelsea. Se juntar estes dois a Neymar e Negueba, por exemplo, bastam mais dois volantes e quatro zagueiros, não precisam nem ter nome, pronto, se tem um time para encarar qualquer Barcelona por aí.
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