Acordei atrasado, passava das oito, liguei a tevê na expectativa de ver um espetáculo de jornalismo puro, sem intervenções políticas ou comerciais, afinal hoje é domingo, dia de Globo Rural, pode-se ter a sorte de ver o Velho em ação. Batata. Lá estava José Hamilton Ribeiro num barquinho no meio da Amazônia à cata de ninhos de harpia. Fiquei feliz. E em menos de dois minutos já estava cativado, comovido, levemente emocionado com a beleza e a grandeza da nossa terra, de nossos costumes, de nossa gente. Tudo de verdade, com lustro da natureza, sem artifícios, do jeito que se deve criar e contar uma história que passe como um rio de deslumbramentos por dentro de quem ouve e vê.
Melhor que isso, para começar o dia, só mesmo a ligação da filha mais nova, bióloga e moradora nas franjas da Mata Atlântica, para avisar que Zé Hamilton estava no ar.
Para entender melhor o que estou dizendo, se você não viu o programa, vá agora na Internet e clique em algo como g1globorural ou coisa parecida e veja a matéria –ou um pedaço de um Brasil que ainda não foi destruído.
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