segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Plim plim
A ânsia incontida pela conquista de audiência na tevê e o conseqüente controle dos rios de verbas publicitárias que regam este formidável meio de comunicação está levando o gigante do setor a pisar em terreno minado. Minado e esmerdecido, se me entendem. Transmitir lutas de vale-tudo ao vivo, como se fosse um espetáculo esportivo, é um desserviço à sociedade brasileira. Nós não somos assim. Não gostamos de violência. Quem gosta de violência são estes rapazes de classe média alienados pelo consumo em todos os níveis e homens de televisão que defendem interesses comerciais acima de qualquer coisa. O BBB já é um insulto aos costumes do povo, com palhaços e palhaças vivendo um conto de fadas taradas para tarados da meia noite, mas o tal UFC é simplesmente um crime. Alguém que bota um adversário em coma no meio de um ringue de horrores não pode ser saudado aos gritos de espetacular, espetacular, como fez o narrador da Globo. O Brasil está emburrecendo, claro, quase já não há mais escolas públicas, por exemplo, mas o País está cada vez maior, com mais gente, e há público para qualquer tipo de evento, por mais estúpido que seja. O povo que pensa, que produz cultura, que olha para o futuro, tem obrigação de organizar a resistência. Não basta desligar o maldito aparelhinho, tem que combater estes programas caça-níqueis da televisão irresponsável.
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