terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Demagogia no atacado

Se houvesse um índice limite para uso da demagogia política nos discursos de governistas pelo País afora, e principalmente da suprema mandatária, poderíamos dormir em paz, com a janela aberta, desfrutando o silêncio absoluto. Chega a ser constrangedor, para quem passou a v ida profissional em redação de jornal diário, ver os grandes próceres da esquerda nacional ou mesmo da antiga e legítima militância socialista, além, claro, dos jovens que tiveram coragem para pegar em armas e enfrentar a ditadura militar, vestir ternos de grife e gravatas estampadas para distorcer a verdade, no maior descaramento possível, em favor de interesses políticos e principalmente partidários. Chega a dar medo, na verdade.  Como podem mentir tanto? Por que Dona Dilma tem que açoitar a realidade educacional do País para dar um mínimo de crédito a um sujeito que não consegue gerenciar simples exames escolares e quer governar uma cidade como São Paulo? Por que a troca de comando na maior empresa do País tem tantas versões públicas e até um conto da carochinha como aquele que diz que o senhor José Gabrielli saiu da Petrobrás porque será candidato ao governo da Bahia? Por que um sujeito como o governador Jacques Wagner vai aos jornais explicar que uma disputa interna do PT baiano pode mexer com a empresa carro-chefe da economia nacional, como se a carroça diante dos bois fosse a coisa mais normal na terra do amor e da felicidade? E quando será que vão sumir os pontos de interrogação do material jornalístico sobre a atividade do Governo e de seus capangas políticos? A demagogia, antes, com os militares no poder, era um instrumento espúrio do discurso político, mas hoje é usada como arma legítima, e preferencial, para manter um negócio ridículo chamado governabilidade.

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