Conclusão do genial Tostão em sua coluna de hoje, na Folha, sobre o duro ofício de craque-artilheiro:
Narrador gosta de dizer que a bola procura o artilheiro. Ele é que sabe, antes dos outros, aonde a bola vai chegar. Todos iam para um lado, e Romário ia para o outro, para receber a bola livre. Como ele sabia isso? Sabendo. Existe um saber que antecede ao pensamento lógico. Romário sabia, sem saber que sabia.
Isso é entender de futebol –e não aquilo que a gente é obrigado a ouvir de semi-craques travestidos de comentarista esportivo nas transmissões da tevê.
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