quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Perda na trincheira inimiga

Um amigo jornalista me mandou um link para a matéria sobre a morte do jogador Escurinho, meia atacante do Internacional na década de 70. Sempre gostei muito de Escurinho como jogador, tinha uma cabeçada mortal, embora vestisse a camisa vermelha. Em 75, eu era repórter de Polícia da Zero Hora, mas fui mandado cobrir um treino “secreto” de Escurinho. O cara estava se recuperando de uma lesão séria no tornozelo e fazia uma corrida solitária toda manhã na praia de Ipanema, zona sul do Porto. Gérson Schirmer fez a foto e a gente emplacou chamadinha de primeira página, tipo “ele está voltando”. Minha maior lembrança de Escurinho passa por aquela famosa tabela de cabeça com Falcão contra o Galo no Beira Rio e vai para um Grenal decisivo: faltavam três minutos para terminar o jogo, Escurinho entrou em campo, antes da cobrança de um escanteio para o Colorado, na hora pensei o pior e não deu outra. O cara foi lá no quinto andar e fez o gol. Era fera. Deus o tenha.

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